O que é Marketing Sensorial Sonoro?

Você já se perguntou por que, ao entrar em alguns estabelecimentos, o som ambiente parece lhe causar certo desconforto? Já pensou porque muitas vezes não conseguimos identificar uma boa harmonia entre a música e a marca, como duas peças de um quebra-cabeças que não foram feitas para se unir? Além disso, você já percebeu que essa (falta) de harmonia pode chegar a incomodar tanto que lhe faz ter pressa para sair da loja?

Isso acontece porque existem diversas variáveis diferentes na escolha de uma programação de música ambiente para uma marca, dos quais quase cem por cento dos empresários, donos de lojas, bares, restaurantes, salões de beleza, hotéis ou estabelecimentos de quaisquer outros segmentos, desconhecem. Muito mais do que apenas desconhecimento por parte dos empresários, mas também dos clientes e funcionários, que são diretamente influenciados pela escolha das músicas. Também não poderia ser diferente, uma vez que esse tipo de estudo ainda é novidade no Brasil.

Ao mesmo tempo em que a música certa é capaz de influenciar positivamente o comportamento do cliente e conquistar seu subconsciente, a escolha errada pode causar um efeito oposto e atrapalhar o planejamento e estratégia adotada para envolver e conquistar o cliente. Em se tratando de Marketing Sensorial Sonoro, o sentido da audição é muito importante, delicado e possui grande influência sobre todo o corpo. Não é à toa que é o primeiro sentido a ser desenvolvido no ser humano e isso acontece antes mesmo dele nascer, na barriga da mãe.

Após pesquisas realizadas por Simon Harrop, britânico, consultor e palestrante de Marketing Sensorial, constatou-se que hoje em dia mais de 80% das informações as quais nos são submetidas durante o nosso dia são visuais. Após um dia inteiro vendo anúncios em televisão, revistas, outdoors, letreiros, fachadas de estabelecimentos, etc., quanto de toda essa informação é de fato retida em nosso cérebro ao deitarmos a cabeça no travesseiro? Praticamente nada. Isso deixa o recall de marca abaixo dos 8% e caindo. Logo, há uma necessidade urgente de se explorar novos sentidos.

Já parou para pensar quantas vezes você já entrou numa loja para comprar alguma coisa e acabou comprando mais do que pretendia inicialmente? Sem dúvida, isso significa que algo naquele ambiente influenciou o subconsciente do seu cérebro e tornou-lhe mais propenso ao consumo emocional. O cérebro humano, se ativado com os gatilhos mentais corretos, nos torna muito mais propensos a agir por emoção ao invés de usarmos a razão. Você é persuadido, mesmo sem saber.

A música, em si, pode ser capaz de aguçar os sentidos, afetar vibração do corpo humano e ativar as emoções certas para conquistar o subconsciente do consumidor. Além disso, ela vai influenciar o comportamento na experiência de consumo do cliente, aumentando a percepção de valor e recall de marca, destacando-se frente à seus concorrentes. A ideia que precisa ser fortalecida é que os empresários precisam deixar de vender apenas produtos e serviços, mas focar em proporcionar ao cliente uma experiência multissensorial de consumo, completa e intensa.